O extrato bancário não veio como dossiê: veio como ruído. Três depósitos em valores quebrados, pingados em uma conta que o gerente jurava usar só para “emergências operacionais”. Gaia olhou os números como quem decifra uma partitura ao contrário. Havia um padrão: sempre às sextas, sempre depois da meia-noite, sempre com a mesma referência de cinco dígitos. Não era salário, não era bônus. Era pagamento por algo que não deveria existir.
— Ninguém gasta assim sem vender alguma coisa — disse, fecha