A manhã começou como qualquer outra — até que não. Eduardo folheava um processo de rotina, um caso de transporte clandestino ligado a contratos “ambientais”, quando o olhar travou numa linha tímida, enterrada no meio de um rol de testemunhas secundárias: VIVIAN OLIVEIRA. O nome vibrou como se alguém tivesse batido o martelo no corredor do sonho. Viu neblina. Viu o sangue na camisa. Viu os dedos firmes de uma ruiva comprimindo sua artéria, voz baixa dizendo “fica”, como quem ordena a um coração