A manhã chegou com o peso de um livro grosso sobre o peito. Eduardo abriu a janela do gabinete para deixar o ar frio de Curitiba entrar, como quem convida a cidade a testemunhar. Sobre a mesa, o recorte da revista, agora sem importância, servia de marcador entre processos. Ele não tinha tempo para fantasmas. Tinha, sim, para formas.
No bloco, escreveu: “Teste 1: imprensa. Resultado: sem efeito.” Desenhou uma seta para a próxima linha: “Teste 2: bastidor.” Talvez viessem de onde sempre vêm os em