Encontraram o papel sobre a penteadeira, dobrado em quatro, como quem esconde uma faca num guardanapo. Vivian respirou antes de abrir. Era a imagem: ela, de perfil, recolhendo o lenço vermelho no corredor do evento. Grão grosseiro, contraste puxado, ângulo maldoso — tudo ao mesmo tempo. Embaixo, a frase em tinta fina: “Uma imagem pode valer mais que silêncio.”
Gaia pegou a folha com pinça de museu. Não tremeu. Ergueu contra a luz do camarim, examinou as bordas, a sombra projetada no carpete, o