O corte na clavícula amanheceu como uma linha fina de fogo sob o curativo invisível. Vivian a sentiu quando ergueu o braço para prender o cabelo. Não doía como ameaça; doía como lembrança. No espelho, a ruiva fez o gesto de sempre — avaliar o rosto que seria visto — e, antes do batom, encostou a foto de Mariana no vidro, por um segundo. Era um ritual: recolocar o mundo no trilho certo antes de circular pelos trilhos alheios.
Gaia entrou com passos que conheciam aquela sala melhor do que qualque