A ponte velha parecia suspensa no nada. Sob as vigas, o rio corria baixo, um fiapo de água arranhando pedras, como se a madrugada ainda estivesse aprendendo a falar. Aline foi a primeira a cruzar, passos leves, arma junto ao corpo. Fez sinal. Vivian e Eduardo vieram logo atrás, unidos por um silêncio que dizia mais do que qualquer plano.
No outro lado havia um abrigo esquecido: um quiosque de madeira com o telhado torto, velho de romaria e abandono. Aline varreu o perímetro com a lanterna cober