Theo
O telefone vibrou insistentemente no bolso da minha calça enquanto eu supervisionava a instalação de câmeras e sensores na casa de Teresa. O engenheiro de segurança explicava a blindagem das janelas.
O nome “Mãe” piscava na tela, e por um momento, senti uma repulsa física que me fez considerar ignorar a chamada. Mas algo, talvez o hábito de décadas, ou a culpa, aquela sombra eterna que ela cultivou em mim, me fez atender.
— Theo, querido — a voz dela era suave, aveludada, o mesmo tom que