O som constante dos monitores preenchia o ambiente. O cheiro de medicamentos e flores recém-trocadas se misturava, criando uma atmosfera estranha entre a vida e a fragilidade.
Amanda abriu lentamente os olhos. Tudo parecia nublado... como se sua mente fosse uma tela em branco onde, aos poucos, imagens começavam a surgir. Flashes. Fragmentos desconexos.
Um rosto. Uma cama de hotel. Ela... ou não... Não. João. E... Valéria.
As imagens eram rápidas, turvas, como se viessem de um sonho ruim. Amanda