O som dos monitores se dissolveu em um vazio branco.
O corpo de Alice parecia flutuar, leve demais para ser real.
Não havia dor, nem frio, nem medo.
Apenas silêncio.
Ela tentou abrir os olhos, mas não conseguiu.
Era como estar submersa, presa entre o ar e a escuridão.
As vozes ao longe vinham e iam, fragmentadas.
“… pressão caindo…”
“… estabilizem…”
“… preparem mais sangue…”
E então, nada.
Alice sentiu o próprio corpo ceder.
Um calor suave percorreu-lhe o peito, depois os braços.
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