Eram por volta das cinco da manhã.
O hospital da matilha Lua Vermelha permanecia em silêncio absoluto, aquele tipo de silêncio pesado, que parece gritar o que ninguém tem coragem de dizer em voz alta.
Felipe estava imóvel na sala de espera, o corpo tenso, o olhar fixo em algum ponto distante.
As mãos ainda manchadas de sangue, os músculos rígidos.
O ar cheirava a desinfetante e metal.
André observava de perto.
Sabia que qualquer palavra naquele momento soaria inútil.
Felipe estava