— Luísa! — Ele a chamou suavemente. — Como se sente?
— Está frio — os lábios mal se moveram ao ciciar.
— Você se alimentou hoje? — perguntou ao acomodá-la no sofá. Com as palmas das mãos compridas, começou a esfregar-lhe os braços, tentando gerar calor. — Você tem que comer — teceu o comentário, a voz repleta de impaciência contida.
As palavras dele entravam em seus ouvidos como se viessem de muito longe, abafadas, irreais.
— Fique aqui. Vou pedir à governanta que chame um médico — anunciou, já