“O perigo não está no que ele sabe. Está no que ele é capaz de me fazer lembrar.” — Anotação de R.
Cheguei à praça às 17h56.
O sol, já cansado, se arrastava pelo horizonte, espalhando um dourado oblíquo que parecia rir de mim — um riso lento, quase cruel.
O café abrigava apenas meia dúzia de almas dispersas: duas adolescentes de uniforme, inclinadas uma para a outra, dividindo um milk-shake como se o mundo inteiro coubesse naquele copo; um senhor escondido atrás de um jornal amarelado, virando