“Algumas pessoas voltam porque nunca foram embora.” — (Anotação de R.)
Acordei com a estranha sensação de que alguém havia me chamado.
Não “Renata”. Não “Helena”. Era meu nome, mas não dito — um som sem voz, inteiro e vivo, alojado entre a última costela e o vazio do estômago. Fiquei imóvel, tentando puxar de volta o fio do sonho, mas ele se desfez como neblina ao sol.
A mão se moveu sozinha até o celular. 07:12. Duas notificações de e-mail, uma mensagem perdida no grupo da Lancaster, uma atual