“Às vezes, o que chamamos de autocontrole é apenas a tentativa desesperada de não confessar o quanto já fomos tocadas.” — Diário de D.
No caminho de volta para casa, Enzo não conseguia tirar Dayse da cabeça.
O coração batia descompassado, como se quisesse romper o próprio peito. Ainda trazia nos lábios o calor dos beijos dela — beijos que mais pareciam relâmpagos: doces, ferozes, impossíveis de esquecer.
Ela o havia desarmado. Cada toque incendiava seus sentidos, e ele mergulhava, sem controle