“Usei o cúmplice do meu cativeiro para demolir as grades. Poesia? Não. Geometria da vingança.” — (Anotação de R.)
[...]
Respirei fundo, fingindo resignação com uma expressão dramática. Deixei meus ombros caírem, como se estivesse soltando o peso de uma batalha perdida. Baixei o olhar — não de vergonha, mas de estratégia — como quem finalmente aceita uma derrota que nunca quis realmente vencer.
Eu sou uma atriz.
Aurélia me observava com uma atenção quase cirúrgica, como quem disseca um inseto so