“Minha salvação não veio da lei, nem da polícia, nem de heróis. Veio do meu próprio corpo se tornando inútil para eles.” — (Anotação de R.)
[...]
Saí da capela pouco depois. O corredor cheirava a desinfetante hospitalar misturado com café velho de máquina automática. Vontade de morder a língua até sangrar só pra sentir algo concreto, algo que não fosse memória fragmentada.
Em vez disso, respirei. Fundo. Devagar. O jasmim fantasma que mora nas minhas memórias passou de leve — perfume que não exi