“Há reconhecimentos que só o corpo registra.” — (Anotação de R.)
A sala da Dra. Iasmim tem a luz certa de quem sabe que memória é pele: lisa, sem sombras que inventem monstros, mas com cantos suficientes para o que existe se revelar sem pressa. O álcool do algodão chega primeiro, depois se dissipa; um rastro de jasmim toma o lugar como se tivesse sido chamado pelo meu corpo. Talvez tenha sido.
— Palavra de interrupção? — ela pergunta, a caneta pousada num bloco que não julga.
— Cedro.
Ela assen