“Às vezes o passado não volta: ele envia recados.” — (Anotação de R.)
Abro os olhos com a lentidão de quem emerge de água profunda, ainda sem ter certeza se quer voltar à superfície.
A luz da sala da Dra. Iasmim é gentil, não agressiva — projetada especificamente para não machucar retinas sensíveis de quem acabou de voltar de lugares escuros. O relógio silencioso na parede não me expulsa do tempo com urgência; apenas marca, paciente, que o mundo continuou girando enquanto eu estava ausente.
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