“Entre o que preciso fazer e o que consigo suportar, aprendi a respirar.” — (Anotação de R.)
(...) Ela se sentou finalmente num sofá de couro, deixando o corpo relaxar pela primeira vez em dias. Matheo ficou em pé, costas apoiadas na parede fria, como quem guarda voluntariamente uma porta que ninguém mais pode ver mas que ele sabe que existe.
Ele não me olhava diretamente; eu não buscava ativamente seu olhar. Tínhamos combinado sem nunca combinar verbalmente — aquela dança silenciosa de respei