“Ele me oferece um quarto sem janelas e chama de lar. Eu ofereço um coração com todas as portas abertas e chamo de prisão. Talvez o amor seja isso: desencontros que insistem em se encontrar.” — Anotação de R.
*** O vento que vinha do Adriático tocava as persianas como dedos impacientes. Em Split, as últimas vinte e quatro horas ganharam um brilho melancólico, aquele que cobre as coisas quando já se sabe que vão acabar — não por desastre, mas porque o tempo se moveu e você decidiu acompanhá-lo.