“Não há barreira, fechadura ou ferrolho que possas impor à liberdade da minha mente.” — Virginia Woolf
O apartamento mergulhara em um silêncio denso, como se o ar tivesse parado por um instante após a saída de Matheo. Não era um vazio qualquer; estava mais para uma pausa sutil, um hiato nas batidas de um coração que ainda tentava processar a ausência.
Renata caminhou até o quarto, onde no alto do guarda-roupa, como um tesouro escondido, estava uma caixinha pequena e retangular, feita de papelão