Era madrugada. Faltavam poucas horas para a execução do plano de fuga.
A noite estava fria, vestida de um silêncio espesso, quase sólido. O quarto, mergulhado na penumbra, respirava junto com ela.
O único som constante era o dos ponteiros do relógio girando em círculos — irônicos, impiedosos, marcando um tempo que Dayse já não contava, apenas sentia vibrar sob a pele.
A luz do banheiro permanecia acesa. Era o sinal.
O pacto silencioso entre ela e "R."
O plano fora traçado com obsessiva precisão