Nas noites frias, Dayse se perguntava se havia mais alguém ali, além dela e das sombras que dançavam nas paredes imponentes. O tique-taque do relógio não marcava apenas o tempo; pulsava como uma provocação cruel, ecoando pelos corredores vazios, lembrando-a de cada segundo que passava sem mudança.
Nos primeiros dias após a partida de Enzo, os funcionários ainda perambulavam pela casa, mas se moviam como espectros, deslizando entre as tarefas sem um olhar, sem uma palavra. Era como se ela tives