Os dias seguiam na mesma correria de sempre, mas Clara nunca saía do meu pensamento. Às vezes não conseguíamos nos ver, mas nossas conversas por mensagem mantinham tudo vivo. Havia algo em cada palavra dela que me trazia paz — e, ao mesmo tempo, me deixava ansioso por vê-la.
Um dia, ela me contou, empolgada, que o pai havia feito a cirurgia. O alívio em sua voz era nítido, quase palpável. Clara me agradeceu tantas vezes que eu cheguei a ficar sem graça. Aquele simples “obrigada” dela valia mais