Enquanto dirigia pelas ruas de Manhattan, vez ou outra desviava o olhar para Clara. Tão perfeita que parecia ter escapado de uma tela de cinema — luz própria, silêncio sagrado, alma rara.
Chegamos ao restaurante.
O edifício se erguia como um palácio de vidro e mármore, discreto e imponente. Portas altas de ferro trabalhado, cortinas longas em veludo escuro, lustres de cristal que espalhavam reflexos dourados pelo salão. O ar era delicadamente perfumado, e o som de conversas baixas se misturava