O primeiro raio de sol atravessou as cortinas, dourando o quarto em silêncio. Levantei-me devagar, sem fazer barulho. Clara dormia profundamente, os cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro — um desarranjo bonito, cheio de encanto. Fiquei um instante apenas observando-a antes de pegar o celular e ir até a sacada, para não acordá-la.
Liguei para Alerrandro.
— Bom dia, patrão — respondeu com a voz ainda sonolenta.
— Bom dia, Alerrandro. Preciso de um favor — falei em tom baixo.
— Claro, dig