Quando o carro enfim se aproximou da casa, Clara soltou o cinto com as mãos trêmulas, os olhos marejados como se cada metro que nos separava daquele quintal apertasse ainda mais seu peito. O cachorro solto correu até a cerca e latiu alto, protetor, anunciando nossa chegada.
Seu Wilson surgiu na porta, sem camisa, franzindo os olhos como quem tenta decifrar uma visão inesperada. Ficou parado por alguns segundos, talvez por não reconhecer o carro, talvez por não esperar ver a filha ali, de repent