O álcool queimava minha garganta, mas não tanto quanto as palavras de Angeline ainda queimavam dentro de mim. Eu encostei o copo na mesa, meus olhos perdidos nas luzes difusas da boate. A música alta e o cheiro de cigarro misturado com perfume caro formavam o ambiente perfeito para alguém que queria se afogar nos próprios pensamentos. E eu queria. Eu precisava.
Foi quando Giovanni se sentou ao meu lado, pedindo um uísque para si. Ele me olhou de soslaio e suspirou.
— Matteo, você está parecendo