As luzes da cidade passavam como borrões pelo vidro do carro enquanto Angeline e eu seguíamos em silêncio. O clima entre nós era denso, sufocante. Desde que saímos da festa, ela não disse uma palavra. Eu também não sabia por onde começar. Mas precisava falar. Precisava contar.
Suspirei, passando a mão pelo rosto, sentindo o peso do que estava prestes a dizer. A verdade queimava na minha garganta desde que voltei de Nova York, mas não sabia como soltá-la sem causar ainda mais dor.
Quando o carro