Luigi / capítulo bônus.
O quarto do hospital tinha cheiro de remédio e arrependimento. A luz fraca, a dor no ombro, o som irritante do monitor cardíaco. Nada disso incomodava tanto quanto a presença dele. Sergei. Parado ali, de braços cruzados, me olhando como se estivesse tentando me decifrar de novo. Como se ainda tivesse alguma esperança.
Eu não conseguia olhar para ele por muito tempo. Doía mais que o tiro.
— Você podia ter morrido. — ele disse.
A voz dele sempre foi firme, sem rodeios.