Giulia estava deitada de bruços no tapete da sala, desenhando com canetinhas espalhadas por toda parte. O sol da tarde atravessava as cortinas brancas, projetando sombras suaves nas paredes, e por um momento, tudo parecia tranquilo. Tão tranquilo quanto minha vida conseguia ser ultimamente.
Me sentei no sofá, observando os movimentos pequenos e concentrados da minha filha. Ela mordia a ponta da língua ao tentar desenhar um coração perfeito, e achei aquilo absurdamente bonito. Delicado. Quase frá