O restaurante era aconchegante, de tijolinhos aparentes e com mesas de madeira rústica. Luzes âmbar pendiam do teto como vaga-lumes imóveis, deixando tudo com um ar quase mágico. Miguel me guiou até a mesa, com a mão levemente em minhas costas. Giulia estava com Carmen por algumas horas, o que nos dava um raro tempo a sós — mesmo que fosse só para almoçar.
— Esse era o restaurante preferido da minha avó — ele disse, já se acomodando. — A comida daqui é tão boa quanto a dela, o que é dizer muito.