A manhã começou silenciosa demais. O tipo de silêncio que faz a gente se perguntar se dormiu demais ou se o mundo lá fora simplesmente parou. Quando abro os olhos, a primeira coisa que noto é a cama vazia ao meu lado — Clara não está ali. Por um segundo, o coração aperta.
Pulo da cama, coloco o roupão e desço as escadas apressada. O cheiro de café fresco me guia até a cozinha, onde encontro Lourdes e Clara sentadas à mesa. A pequena segura um copo de suco, sorrindo com os cabelos bagunçados, e