O coração parece querer sair do peito enquanto estaciono o carro diante da escola. Nem desligo o motor antes de correr até a portaria. O vento frio corta o rosto, e tudo o que consigo pensar é no nome dela — Clara, Clara, Clara.
Quando a encontro na enfermaria, sentada numa maca pequena, o rosto pálido e os olhos marejados, sinto o mundo afundar sob os meus pés.
— Serena — ela murmura, estendendo os bracinhos. — Tô com frio.
Corro até ela, cobrindo-a com meu casaco e segurando-a firme contra o