Mundo de ficçãoIniciar sessãoum escândalo financeiro destrói a empresa de sua família e leva seu pai ao hospital. Cercada por dívidas e sem nenhuma saída, ela recebe uma proposta inesperada de Leon Alighieri, um empresário poderoso conhecido por sua frieza nos negócios. Ele está disposto a salvar sua família. Mas apenas se ela aceitar se casar com ele. Sem amor. Sem promessas. Apenas um contrato. Determinada a descobrir a verdade por trás da ruína de sua família, Verônica aceita o acordo acreditando que Leon pode estar escondendo mais segredos do que revela. No entanto, quanto mais tempo passa ao lado dele, mais percebe que talvez o homem que imaginava ser seu inimigo não seja o verdadeiro responsável por sua tragédia. Enquanto isso, alguém do passado retorna. Daniel Armand, herdeiro da maior empresa rival e o homem que sempre foi apaixonado por Verônica, não aceita vê-la presa em um casamento que acredita ser uma armadilha. Convencido de que precisa salvá-la, ele começa a agir nas sombras para destruir Leon e separar o casal. Mas suas decisões, tomadas em nome do amor e da vingança, podem acabar levando todos a um caminho sem volta. Entre segredos do passado, rivalidades familiares e sentimentos que surgem quando menos se espera, Verônica terá que descobrir em quem realmente pode confiar. Porque às vezes o maior inimigo não é quem parece… E o amor pode nascer exatamente onde nunca deveria existir.
Ler maisO telefone não parava de tocar.
No começo, Verônica tentou ignorar. Achou que era apenas mais uma ligação do escritório ou algum cliente nervoso por causa das notícias que estavam circulando desde cedo.
Mas quando o aparelho começou a vibrar pela quinta vez seguida, ela percebeu que algo realmente estava errado.
Pegou o celular da mesa e olhou a tela.
Mais de vinte notificações.
Mensagens.
Chamadas perdidas.
E todas pareciam dizer a mesma coisa.
Seu estômago apertou antes mesmo de abrir qualquer uma delas.
Ela já sentia que aquilo não era bom.
Verônica respirou fundo e abriu a primeira mensagem.
“Você viu as notícias?”
A segunda dizia:
“Isso é verdade?”
A terceira foi pior.
“Me diga que isso é mentira.”
Seu coração começou a bater mais rápido.
Com as mãos levemente trêmulas, ela abriu o aplicativo de notícias.
A manchete apareceu imediatamente.
“Empresa Verdan é investigada por fraude milionária.”
Por alguns segundos ela apenas ficou olhando para a tela.
Como se as palavras não fizessem sentido.
Como se aquilo não pudesse ser sobre sua família.
— Não… — murmurou.
Ela abriu a matéria.
Quanto mais lia, pior ficava.
Acusações.
Investigações.
Investidores retirando dinheiro.
O nome de seu pai sendo repetido várias vezes.
Era como assistir alguém destruir tudo o que sua família construiu durante décadas… em poucas linhas.
— Isso não pode ser real…
Antes que pudesse terminar de ler, a porta do escritório se abriu com força.
Sua mãe entrou.
O rosto pálido.
Os olhos vermelhos.
— Verônica…
Só de ouvir o tom da voz dela, Verônica sentiu o coração afundar.
— Mãe… o que está acontecendo?
Sua mãe demorou alguns segundos para responder, como se as palavras fossem difíceis demais de dizer.
— Seu pai… está no hospital.
O mundo pareceu parar.
— O quê?
— Ele passou mal quando viu as notícias.
Verônica se levantou tão rápido que a cadeira quase caiu para trás.
— Como assim passou mal?
— Os médicos disseram que foi um ataque cardíaco.
Por um momento, tudo ficou silencioso.
O tipo de silêncio que parece esmagar o ar ao redor.
— Ele… está bem? — perguntou Verônica, quase sem voz.
— Está estável… mas os médicos disseram que ele precisa de repouso absoluto.
Verônica levou a mão ao rosto.
Aquilo era demais para processar de uma vez.
Primeiro o escândalo.
Agora o hospital.
— Isso não faz sentido — disse ela, tentando organizar os pensamentos. — A empresa nunca fez nada ilegal.
Sua mãe suspirou.
— Eu sei.
— Então alguém está mentindo.
Antes que pudessem continuar a conversa, a televisão do escritório, que estava ligada sem som, mudou de imagem.
Um plantão de notícias.
A apresentadora falava seriamente enquanto imagens da sede da empresa Verdan apareciam na tela.
— Novas informações indicam que a empresa Verdan pode estar envolvida em um esquema financeiro que movimentou milhões nos últimos anos…
— Isso é absurdo! — disse Verônica.
Ela pegou o controle remoto e desligou a televisão.
— Estão tentando destruir a gente.
Sua mãe não respondeu.
Mas o olhar dela dizia que também tinha esse medo.
Verônica começou a andar de um lado para o outro no escritório.
Tentando pensar.
Tentando encontrar alguma explicação.
— Precisamos falar com os advogados — disse ela.
— Eles já estão tentando entender o que está acontecendo.
— E os investidores?
— Alguns já retiraram apoio.
O coração de Verônica apertou.
— Tão rápido assim?
Sua mãe assentiu lentamente.
— As pessoas não gostam de estar perto de escândalos.
O telefone do escritório tocou novamente.
Verônica atendeu.
— Alô?
— Senhorita Verdan — disse uma voz formal do outro lado da linha. — Aqui é Roberto Mendonça, advogado da empresa.
— Doutor Roberto, o que está acontecendo?
Houve um pequeno silêncio.
— A situação é mais complicada do que imaginávamos.
— Complicada como?
— As contas da empresa foram bloqueadas temporariamente enquanto a investigação acontece.
Verônica sentiu o chão desaparecer sob seus pés.
— Bloqueadas?
— Sim.
— Todas?
— Todas.
Ela apertou os olhos.
— Isso significa que não podemos pagar fornecedores.
— Nem funcionários.
O silêncio caiu pesado entre eles.
— Isso pode quebrar a empresa — disse ela.
— Sim.
Verônica fechou os olhos por um momento.
Quando voltou a falar, sua voz estava mais firme.
— Então vamos resolver isso.
— Estamos tentando.
— Tentando não é suficiente.
— Senhorita Verdan…
O tom do advogado mudou.
Como se estivesse prestes a dizer algo difícil.
— Existe outra questão.
— Qual?
— Recebemos uma proposta.
Verônica franziu a testa.
— Proposta?
— Um investidor está disposto a pagar todas as dívidas da empresa.
O coração dela acelerou.
— Quem?
Houve uma pequena pausa.
Então o advogado disse um nome que fez o sangue de Verônica gelar.
— Leon Alighieri.
Verônica ficou em silêncio.
Era impossível não reconhecer aquele sobrenome.
A família Alighieri era uma das maiores potências empresariais do país.
E também…
Rivais antigos de sua família.
— O que ele quer em troca? — perguntou ela lentamente.
O advogado respondeu com cautela.
— Ele quer fazer um acordo com a família Verdan.
— Que tipo de acordo?
Outra pausa.
— Um casamento.
Verônica quase deixou o telefone cair.
— Desculpa… o quê?
— Ele quer se casar com você.
O silêncio que se seguiu foi tão pesado que parecia impossível respirar.
Verônica olhou para sua mãe.
Ela também estava em choque.
— Isso não pode ser sério — disse Verônica.
— Ele está disposto a pagar todas as dívidas da empresa.
— Isso é loucura.
— Pode ser.
— Mas salvaria sua família.
Verônica olhou novamente para a tela do celular.
A notícia sobre o escândalo ainda estava aberta.
O nome de seu pai estampado na manchete.
Ela pensou no hospital.
Nas dívidas.
No colapso da empresa.
E então pensou no homem que estava oferecendo aquele acordo.
Leon Alighieri.
Ela nunca tinha falado com ele.
Mas sabia exatamente quem ele era.
Frio.
Calculista.
Perigoso.
E agora ele queria se casar com ela.
Verônica respirou fundo.
Algo dentro dela dizia que aquilo não era apenas um acordo de negócios.
Era um jogo.
E ela estava prestes a se tornar parte dele.
— Diga a ele — disse finalmente.
— Que eu quero ouvir a proposta pessoalmente.
Porque se Leon Alighieri achava que podia comprar sua vida tão facilmente…
Ele estava muito enganado.
O resto da manhã passou rápido demais.Leon saiu para uma reunião logo depois do café, e a casa voltou a ficar silenciosa outra vez. Verônica tentou ocupar a mente com qualquer coisa — respondeu algumas mensagens, falou rapidamente com a mãe no telefone, até tentou assistir televisão.Nada realmente prendia sua atenção.A cabeça voltava sempre para o mesmo lugar.O contrato cancelado.A conversa com Leon.E Daniel.Ela conhecia Daniel há anos. Tempo suficiente para saber que ele não reagia bem quando algo saía do controle dele.E aquela situação estava completamente fora do controle.Verônica caminhou até o jardim para respirar um pouco de ar fresco. O céu estava limpo, e uma brisa leve passava entre as árvores.Por um momento, parecia apenas um dia comum.Mas dentro dela a sensação era outra.Algo estava prestes a acontecer.Ela estava voltando para dentro da casa quando o telefone tocou novamente.Número desconhecido.Ela hesitou.Depois atendeu.— Alô?Por alguns segundos ninguém r
Verônica acordou antes do despertador.Por alguns segundos, ela ficou deitada olhando para o teto, tentando entender onde estava.O quarto parecia grande demais.Silencioso demais.Então a memória voltou.A mansão.O casamento.Leon.Ela soltou um suspiro longo e passou a mão pelo rosto.— Certo… isso é real.Levantou-se devagar e caminhou até a janela. O jardim estava coberto pela luz suave da manhã, e por um momento tudo parecia tranquilo.Bonito até.Mas aquilo não mudava o fato de que sua vida tinha virado de cabeça para baixo em menos de dois dias.Ela tomou um banho rápido, escolheu uma roupa simples e desceu as escadas.A casa ainda estava silenciosa.Até sentir o cheiro de café.Seguiu o aroma até a cozinha.Leon estava lá.De pé diante da cafeteira, vestindo uma camisa escura com as mangas dobradas.Por um segundo estranho, a cena pareceu… normal.Como se fossem apenas duas pessoas começando um dia qualquer.Ele olhou para ela.— Bom dia.Verônica demorou um pouco para respon
O carro atravessou os portões de ferro lentamente.Verônica observava pela janela enquanto a paisagem mudava ao redor. A cidade foi ficando para trás, substituída por ruas mais largas, árvores altas e casas enormes escondidas atrás de muros.Ela nunca tinha estado naquela parte da cidade antes.Era o tipo de lugar que normalmente só aparecia em revistas de arquitetura ou em reportagens sobre empresários muito ricos.O motorista fez uma curva suave e a mansão apareceu diante deles.Verônica piscou algumas vezes.— Você mora aqui? — perguntou ela.Leon, sentado ao lado dela no banco de trás, respondeu com naturalidade:— Moro.A casa era enorme.Não exageradamente extravagante, mas definitivamente imponente. Vidros altos, pedra clara, um jardim bem cuidado que parecia se estender por toda a propriedade.Era bonito.E também um pouco intimidante.O carro parou diante da entrada principal.Por um momento, Verônica ficou parada, olhando para a casa.Aquilo agora também era… a casa dela.A
O cartório era menor do que Verônica imaginava.Nada de salões elegantes, flores ou convidados sorrindo. Apenas uma sala simples, algumas cadeiras e uma mesa de madeira onde os documentos estavam organizados.Era estranho pensar que um momento que deveria ser tão importante estava acontecendo de forma tão… silenciosa.Ela olhou ao redor.Do lado de fora da janela, pessoas caminhavam pela rua como em qualquer outro dia. Algumas conversavam, outras passavam apressadas olhando o celular.Ninguém fazia ideia de que, dentro daquela sala, ela estava prestes a se casar com um homem que conhecia há menos de vinte e quatro horas.— Está pensando em desistir?A voz de Leon a tirou dos pensamentos.Verônica olhou para ele.Ele estava sentado do outro lado da mesa, tranquilo demais para alguém que estava prestes a entrar em um casamento completamente fora do comum.— Ainda tenho tempo? — perguntou ela.Leon deu um leve encolher de ombros.— Sempre tem.— Engraçado… ontem parecia que eu não tinha





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