O som suave da respiração de Clara é a primeira coisa que escuto ao despertar. O quarto ainda está mergulhado na penumbra da manhã, a luz filtrando pelas cortinas com a calma de um sábado preguiçoso. Por um instante, fico apenas observando minha filha dormir — o rosto tranquilo, os cabelos espalhados pelo travesseiro, as mãos pequenas segurando o ursinho que Serena lhe deu na noite anterior. Há algo de quase sagrado nesse silêncio, uma paz que raramente encontro fora daqui.
Ajeito o cobertor so