Acordei com o som da chuva ainda batendo na janela, mais fraca, quase um sussurro. Por um momento, demorei a entender onde estava. O quarto era grande, aconchegante, e a luz suave do abajur ainda acesa deixava tudo envolto por um tom amarelado.
Me mexi devagar, e então o vi.
Rodolfo dormia ao lado de Clara, o braço sobre o corpo pequeno da filha. Os dois respiravam em sincronia, e a cena era de uma ternura quase dolorida. Por um instante, fiquei ali, observando em silêncio. O rosto dele parecia