O céu estava azul, limpo, como se o universo tivesse decidido me dar um presente naquele dia. Fazia semanas que não sentia uma tranquilidade tão palpável, quase física, como se pudesse segurá-la com as mãos. Segurava, na verdade, a mão de Noah, enquanto do outro lado do carrinho, Serena balbuciava sons desconexos, encantada com os pássaros que voavam por cima das árvores altas do parque.
Eu sempre gostei de parques. Mesmo sem me lembrar de muitos detalhes da minha vida antes do acidente, havia