O sol se deitava preguiçoso no céu azul, filtrado pelas copas das árvores do jardim da casa do meu pai. O gramado parecia mais verde do que nunca, talvez porque Isa tivesse feito questão de espalhar mantas floridas sobre ele, compondo um cenário digno de filme. Ao redor, havia cestos abertos com frutas frescas, pequenos sanduíches cuidadosamente embalados em guardanapos de tecido e até uma jarra de limonada com rodelas de hortelã.
Ela sempre teve esse dom de transformar qualquer momento simples em algo memorável.
— Coloquei algumas coisinhas especiais para Serena — disse Isa, acomodando potinhos coloridos ao meu lado. — Papinhas sem açúcar, feitas só com frutas cozidas. Quero que ela experimente, mesmo que derrube tudo.
Sorri, sentindo meu coração se aquecer com aquele cuidado.
— Você nunca esquece de nenhum detalhe, Isa. — Meus olhos brilharam ao olhar para Serena, deitada sobre a manta, batendo as mãozinhas no ar como se tentasse alcançar o sol. — E ela vai amar, tenho certeza.
Isa