A manhã estava ensolarada, e Madrid parecia ter decidido colaborar para que eu tivesse um dia tranquilo — o que era quase um milagre depois de tanto caos. Giulia insistiu para ficar com Serena e passar um tempo com Isa, o que me deu a desculpa perfeita para finalmente cumprir a promessa que havia feito à minha mãe: levá-la para conhecer a galeria.
Estacionei o carro em frente ao prédio moderno, de vidro e linhas retas, que refletia o céu azul como se fosse parte dele. Olhei para a minha mãe no banco ao lado. Michela usava um vestido leve de linho branco, óculos de sol grandes e um sorriso contido, como quem ainda não sabia se estava pronta para a aventura.
— Pronta? — perguntei, desligando o carro.
Ela me encarou com aquela expressão típica de mãe que já dizia muito mais do que palavras.
— Estou nervosa. Você sabe que nunca pensei em ver meu filho… — ela suspirou, procurando as palavras. — Aqui, nesse lugar.
— Em uma galeria de arte? — completei, arqueando uma sobrancelha. — Em vez de