As manhãs na cafeteria tinham um ritmo próprio, quase como uma canção suave que eu já conhecia de cor. O cheiro de café fresco se espalhava pelo ar antes mesmo de eu abrir as portas, misturado ao aroma doce dos croissants recém-saídos do forno. Quando levantei a cortina de metal e virei a plaquinha para o lado que dizia Aberto, senti aquele calorzinho no peito, o mesmo que sentia desde o primeiro dia em que coloquei os pés ali. Era como se cada detalhe do lugar me abraçasse: as mesinhas de made