A floricultura exalava perfume doce demais para o momento. O buquê de rosas azuis ainda estava sobre o balcão da cafeteria, como um lembrete silencioso de que alguém estava brincando com os nossos medos.
— Vocês não viram nada de estranho? — minha voz soou mais firme do que eu pretendia, mas eu não conseguia controlar. Eu precisava de respostas.
As duas funcionárias se entreolharam, tensas, antes que uma delas respondesse:
— Só o entregador, doutor. Um rapaz da floricultura… deixou, assinou a e