A claridade invadia o quarto devagarinho quando acordei. O sol madrileno tinha um jeito quase poético de entrar pela janela, como se insistisse em nos lembrar de que havia um novo dia lá fora, independentemente do que tivesse acontecido ontem. Me espreguicei ainda deitada e virei o rosto para o lado. Noah dormia de bruços, o braço estendido até quase encostar em mim, como se no sono tentasse me manter perto.
Um som suave, porém insistente, me fez sorrir: Serena começava a resmungar no berço. Es