Narrado por Anastácia
Ele segurou minha mão.
Mas não era um gesto de carinho.
Era posse.
Marcelo me puxou com força, me girando no próprio eixo até me fazer colidir contra o peito dele. Os olhos queimando nos meus como brasas acesas num barril de pólvora prestes a explodir.
— Você ainda é minha — ele disse, com a voz rouca, a boca tão próxima da minha que eu senti o hálito quente e amargo de vinho.
— Isso a gente vai ver. — retruquei, mesmo sabendo que a resposta já estava escrita na minha pele