Ava
Eu estava sentada no jardim da casa, tomando chá gelado e tentando decidir entre dois pares de brincos pro casamento.
Nada muito sério.
Só aquele momento raro em que o mundo parecia finalmente estar calmo.
Até meu celular vibrar.
Número conhecido.
Familiar.
E indigesto.
Mamãe.
Encostei o copo devagar na mesinha ao lado. O nome piscando na tela me fez sentir aquele velho frio na espinha.
Mas dessa vez… eu atendi.
Ava: — Alô?
Mãe (voz doce e venenosa): — Olha só quem ainda existe.
Ava: — Pois