NIKOLAI VOLKOV Após ter finalmente provado a minha inocência, não só aos Harrington, mas a todos ali , voltei ao quarto onde Angeline ainda estava encolhida na cama, um farrapo de dor e lágrimas. — Vamos agora! — ordenei, ignorando o choro convulsivo que sacudia seus ombros. Ela tentou se levantar, mas um gemido de dor — que me deu um prazer sádico e fugaz — escapou de seus lábios, e suas pernas fraquejaram. Sem gentileza alguma, peguei um roupão que estava sobre uma cadeira e a envolvi. Depois, sem hesitar, a ergui nos braços. Ela era leve demais, um peso insignificante e quebrado contra meu peito. A carreguei escada abaixo, passando por todos os presentes como se eles fossem fantasmas. Nenhum dos Harrington ousou dizer uma palavra. Victoria apenas sorriu, seu veneno final. Dentro do carro enquanto planejava o que fazer, ela permaneceu em silêncio, mas seus soluços abafados sob o véu eram a trilha sonora da minha fúria. O ódio dentro de mim não arrefecia; crescia, alimentado pe
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