CAPÍTULO 10
ANGELINA HARRINGTON
Eu pensei que Nikolai Volkov jamais me ouviria, jamais voltaria a olhar para mim novamente, mas diferente do que pensei, ele parou na porta e ainda segurando aquela maçaneta enferrujada daquele quarto que mais parecia uma cela.
Ele se virou para mim devagar. Cada movimento parecia calculado para aumentar o peso da sua presença, para me esmagar ainda mais contra as paredes invisíveis daquele quarto. Seu rosto não era apenas frio; era uma paisagem de desprezo