NIKOLAI VOLKOV
Enquanto segurava o braço de Angeline com uma firmeza que não admitia resistência e a conduzia escada acima, sentia os olhos daquele enxame de mafiosos queimando as nossas costas, ávidos pelo espetáculo. Lá em cima, me virei e disse:
— Apenas esperem aqui — ordenei, minha voz um corte limpo no ar, antes de fechar a porta do quarto na cara de todos.
Fechei a porta do quarto com um baque seco, isolando-nos. Ela ficou parada no centro, imóvel, o véu ainda cobrindo seu rosto, mas