ANGELINE HARRINGTON
Quando a porta se fechou, levando com ela o som dos passos de Nikolai, o silêncio que ficou era um ser vivo. Ele encheu o quarto, pesado e sufocante, como se as próprias paredes tivessem prendido a respiração. Eu tentei me mover, mas meu corpo protestou com uma dor aguda e profunda. Não era só a ardência terrível entre as pernas, um lembrete brutal e íntimo do que ele havia feito. Era uma dor que ia muito além da carne.
Era uma dor de memória.
O choro que veio então não era