O solar mergulhava em silêncio naquela noite. Isabel caminhava pelos corredores de mármore, a chama de uma lamparina nas mãos, ouvindo apenas o próprio coração. Depois do jantar, Gabriel se retirara para o escritório, mas ela sabia que não adormeceria enquanto não falasse com ele. Havia coisas demais presas em seu peito.
Empurrou a porta do escritório e o encontrou recostado na poltrona, a gravata afrouxada, alguns papéis ainda abertos sobre a mesa. Mas, ao vê-la, Gabriel levantou o olhar e um s