A manhã nasceu clara em Santa Aurélia, mas a paz da cidade não refletia em todos os lugares. Dentro de um quarto simples de hotel, Adriano Monteiro andava de um lado para o outro, impaciente, como se o chão não fosse suficiente para segurar sua fúria. A porta rangeu e o criado subornado entrou, cabisbaixo, trazendo em mãos um pequeno caderno de anotações.
— Fale — ordenou Adriano, a voz cortante.
O criado pigarreou, hesitando.
— Como o senhor pediu, fiquei de olho nos dias no solar Ferraz. A se